quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

VENHA PARTICIPAR DA 7ª SEMANA DAS ÁGUAS DE ARACOIABA/CEARÁ

FLOR DO MANDACARU
Boletim Informativo da 7ª Semana das Águas de Aracoiaba    Ano I Nº 1   Aracoiaba Fev.  2010

Desde o ano de 2004 que acontece na Cidade de Aracoiaba interior do Ceará, no mês de março, a Semana das Águas, como gesto concreto com a CF 2004 “Água Fonte de Vida”. Com o objetivo de refletir a realidade da água dentro de quatro dimensões: água sagrada, criada por Deus para ser fonte de vida pra todos os seres; luta das comunidades por água para beber; luta por água para produzir; formação de uma consciência ambiental e preservacionista, cuidados com as águas. Em 2010, com o tema: “Água: Riqueza de valor, mas não é mercadoria”, numa alusão ao tema da CF 2010 (Economia e Vida), a Equipe que organiza a Semana das Águas, está ousando e pretende seguir o curso das águas, transpondo os limites de Aracoiaba, já que existe na região o maior manancial, que envolve pelo menos sete municípios do Maciço de Baturité, que é o Rio Aracoiaba. Por isso a programação em 2010 pretende atingir a todos esses municípios que de alguma forma estão ligadas à Micro-bacia do Rio Aracoiaba, já que o rio é barrado pelo açude de mesmo nome e que abastece com água, várias cidades da região, além de Fortaleza e Região Metropolitana.
Para garantir uma estrutura mínima que garanta a infra estrutura da semana das águas, a equipe tem feito campanhas de doações financeiras ou de materiais. Já que a ação contempla uma programação bastante ampla, com uma semana inteira de atividades. Todas as pessoas e instituições envolvidas com a articulação da Semana das Águas são pobres e sem condições de assumir todas as despesas e somente foi possível garantir a continuidade deste trabalho até aqui, graças ao apoio solidário de instituições e pessoas amigas. A maior dificuldade tem sido a divulgação. Por isso a importância deste informativo.
A cada ano, vem aumentando a quantidade de pessoas e organizações que aderem a este movimento, que ganha espaço e se solidifica como sendo uma ação concreta de ação ambiental e cidadã, de promoção da cidadania e de defesa do meio ambiente em todo o Território do Maciço de Baturité. O mote principal da Semana este ano é a denuncia da “Morte do Rio Aracoiaba”. Um rio de águas puras e cristalinas, que brotam do seio da serra nas diversas cidades serranas do Maciço de Baturité, mas que desce recebendo esgotos, lixos, agrotóxicos, desmatamento, queimadas e tantos outros tipos de agressões, que resultam na sua morte eminente. Muitas espécies de peixes, plantas, aves e animais que viviam em torno do rio, estão em processo de extinção ou desapareceram. Como o rio é fonte de abastecimento d’água para o consumo humano de várias cidades da região e ainda alimenta o complexo de abastecimento de Fortaleza e Região Metropolitana, a Comissão que organiza a Semana chama a atenção de toda a população, para os riscos de consumir esta água confiando apenas no tratamento da CAGECE.


Foto de Cisterna de Placas em CarnaubasOutra vertente da Semana das Águas é a celebração da conquista da água. Seja água encanada pela CAGECE, seja da cisterna de placas, da bomba popular, da mandala... Já foram construídas mais de 1.000 cisternas de placas só em Aracoiaba. A Região de Umarizeiro, em Aracoiaba, está celebrando a conquista de 23 Cisternas Calçadão e uma Barragem Subterrânea.  Implementações que fazem parte das políticas de convivência com o Semi-árido, organizadas em nível nacional pela ASA (Articulação no Semi-Árido), que em nossa Região atuam por meio da Cáritas, Obra Kolping, ESPLAR, OBAS... que são nossos representantes do Fórum Cearense Pela Vida no Semi-Árido. Estamos celebrando também, os 10 anos de Fundação da ASA, uma articulação que congrega mais de 750 organizações do povo do Nordeste Brasileiro, da qual a Comissão Municipal de Convivência com o Semi-Árido de Aracoiaba faz parte.
Cada Comunidade, Escola, Bairro, Paróquia, Grupo de Jovens, Instituição... da Região é convidada a se preparar para participar da Semana das Águas. Os eventos pontuais (previstos na programação), serão assumidos pela Comunidade local. Mas na programação também aparecem alguns eventos que são de amplitude Regional, como o Seminário das Águas, dia 16 de março em Aracoiaba, com a presença dos órgãos do Estado responsáveis pelas políticas públicas relacionadas à água no Ceará (COGERH, SOHIDRA, CAGECE, SRH, IBAMA, SEMACE, Comitê da Bacia Hidrográfica da Região Metropolitana,  Comissão Gestora do Açude Aracoiaba), além das autoridades da Região, as lideranças e a população de modo geral, no qual serão debatidos e encaminhados assuntos de interesse de todo a Região do Maciço de Baturité, relacionadas a água.
E o evento principal, será a 4ª Romaria das Águas, no dia 21 de março às margens do Açude Tijuquinha, no Bairro dos Jesuítas em Baturité. Um momento de encontrar todas as pessoas da Região, para refletir sobre a realidade da água, denunciar as injustiças relacionadas ao meio ambiente, dar um abraço simbólico no Rio Aracoiaba, reencontrar/fazer amigos e celebrar ao Deus da Vida e da Água, pelas tantas maravilhas que ele nos proporciona. Será o dia todo e começando com um momento de oração na beira do Açude Tijuquinha, seguida de uma caminhada até a Quadra de Esporte do Convento dos Jesuítas, onde acontecerá uma Celebração Ecumênica, palestras, debates, show com os artistas da terra, forró pé de serra e muito mais. Na Romaria, cada pessoa leva seu farnel com o lanche e o almoço para partilhar no Almoço  Comunitário. O transporte, também deve ser providenciado com antecedência. Recomendamos que procurem o poder público de sua cidade e busque parcerias para adquirir o transporte. A Equipe não tem como garantir o transporte, pois sai muito caro. As Comunidades mais próximas do Bairro dos Jesuítas podem até ir a pé.

Veja toda a programação e procure participar e animar a sua Comunidade/Região a também fazer parte deste importante mutirão de consciência e compromisso ambiental, em defesa da água e da vida.
Dia 13/03 sábado:
08:00 às 17:00  hs- Visitação nas nascentes do Rio Aracoiaba em Guramiranga
Dia 14/03 domingo:
08:00 às 17:00 hs – Festa das Cisternas de Placas na Região de Umarizeiro - Aracoiaba
Dia 15/03 segunda – feria: 
08:00 hs - Reunião com autoridades e lideranças da Serra, na cidade de Mulungu
15:00 hs - Reunião das famílias ribeirinhas do Rio Aracoiaba em  de Baturité  no  Coió                                                                                                                                                                
19:00 hs - Audiência Pública  na Câmara Municipal de Baturité
Dia 16/03 terça – feira: 
08:00 hs às 16:00 hs - Seminário Regional das Águas  - Salão Paroquial de Aracoiaba
Dia 17/03 quarta – feira:
07:00 hs - Limpeza Simbólica do Açude Aracoiaba - Comunidade do Encosta de  Cima
09:00 hs - Audiência Publica na Câmara Municipal de Aracoiaba (a confirmar)
13:00 hs - Visita a Escola de Ensino Médio de Jaguarão
Dia 18/03 quinta – feira:
07:00 às 22:00 - Visitas  Escolas SEJA Donaninha e Liceu Domingos Sávio em Baturité
Dia 19/03 sexta – feira (Dia de São José):
05:00 hs – Café Comunitário e abraço no Açude de Ideal
Festejos de São José: em Capivara, Furnas, Cadeia, Bairro São José, Encosta de Cima,  Mororó, Parque Centenário, Carões Castelos, Manga Açudinho, Susto.                                
Dia 20/03 sábado:                                                                                                        
08:00 - Encontro das famílias atingidas pelo Açude Aracoiaba, em Lagoa Dantas
Dia 21/03 domingo:
Cartaz Oficial da 7ª Semana das Águas08:00 às 16:00 hs – 4ª Romaria das Águas -  Açude Tijuquinha - Jesuítas Baturité                                                                                                                                                                                                                                                   
Dia 22/03 segunda – feira (Dia Mundial da Água):
O dia todo - Participação nos programas das Rádios da Região  e  Visitas a Escola Almir Pinto e Escolas da Rede Municipal da Sede do Município de  Aracoiaba, com exibição do documentário que denuncia a morte do Ria Aracoiaba e distribuição de mudas de plantas nativas.
Dias 10 e 11  de julho  - sábado e domingo:
Iº Encontro dos Atingidos pelas Barragens do Maciço de Baturité - Agrovila  Aracoiaba (ainda em preparação).

Para maiores informações, fale com o pessoal da Comissão: 3337 1388 / 99370969 / silvanarlutador@yahoo.com.br

Realização:                                                                                        
Comissão Municipal de Convivência com o Semi-Árido de Aracoiaba  
Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Aracoiaba
Associação do Desenvolvimento Comunitário de Lagoa de São João
Comissão Gestora do Açude Aracoiaba



TRECHO DA CARTA DE PERO VAZ DE CAMINHA.






Senhor:
Posto que o Capitão-mor desta vossa frota, e assim os outros capitães escrevam a Vossa Alteza a nova do achamento desta vossa terra nova, que ora nesta navegação se achou, não deixarei também de dar disso minha conta a Vossa Alteza, assim como eu melhor puder, ainda que -- para o bem contar e falar -- o saiba pior que todos fazer.
Tome Vossa Alteza, porém, minha ignorância por boa vontade, e creia bem por certo que, para aformosear nem afear, não porei aqui mais do que aquilo que vi e me pareceu.
Da marinhagem e singraduras do caminho não darei aqui conta a Vossa Alteza, porque o não saberei fazer, e os pilotos devem ter esse cuidado. Portanto, Senhor, do que hei de falar começo e digo:
A partida de Belém, como Vossa Alteza sabe, foi segunda-feira, 9 de março. Sábado, 14 do dito mês, entre as oito e nove horas, nos achamos entre as Canárias, mais perto da Grã- Canária, e ali andamos todo aquele dia em calma, à vista delas, obra de três a quatro léguas. E domingo, 22 do dito mês, às dez horas, pouco mais ou menos, houvemos vista das ilhas de Cabo Verde, ou melhor, da ilha de S. Nicolau, segundo o dito de Pero Escolar, piloto.
Na noite seguinte, segunda-feira, ao amanhecer, se perdeu da frota Vasco de Ataíde com sua nau, sem haver tempo forte nem contrário para que tal acontecesse. Fez o capitão suas diligências para o achar, a uma e outra parte, mas não apareceu mais!
E assim seguimos nosso caminho, por este mar, de longo, até que, terça-feira das Oitavas de Páscoa, que foram 21 dias de abril, estando da dita Ilha obra de 660 ou 670 léguas, segundo os pilotos diziam, topamos alguns sinais de terra, os quais eram muita quantidade de ervas compridas, a que os mareantes chamam botelho, assim como outras a que dão o nome de rabo-de-asno. E quarta-feira seguinte, pela manhã, topamos aves a que chamam fura-buxos.
Neste dia, a horas de véspera, houvemos vista de terra! Primeiramente dum grande monte, mui alto e redondo; e doutras serras mais baixas ao sul dele; e de terra chã, com grandes arvoredos: ao monte alto o capitão pôs nome - o Monte Pascoal e à terra - a Terra da Vera Cruz.
Mandou lançar o prumo. Acharam vinte e cinco braças; e ao sol posto, obra de seis léguas da terra, surgimos âncoras, em dezenove braças -- ancoragem limpa. Ali permanecemos toda aquela noite. E à quinta-feira, pela manhã, fizemos vela e seguimos em direitos à terra, indo os navios pequenos diante, por dezessete, dezesseis, quinze, catorze, treze, doze, dez e nove braças, até meia légua da terra, onde todos lançamos âncoras em frente à boca de um rio. E chegaríamos a esta ancoragem as dez horas pouco mais ou menos.
Dali avistamos homens que andavam pela praia, obra de sete ou oito, segundo disseram os navios pequenos, por chegarem primeiro.
Então lançamos fora os batéis e esquifes, e vieram logo todos os capitães das naus a esta nau do Capitão-mor, onde falaram entre si.
E o Capitão-mor mandou em terra no batel a Nicolau Coelho para ver aquele rio. E tanto que ele começou de ir para lá, acudiram pela praia homens, quando aos dois, quando aos três, de maneira que, ao chegar o batel à boca do rio, já ali havia dezoito ou vinte homens. Eram pardos, todos nus, sem coisa alguma que lhes cobrisse suas vergonhas.
Nas mãos traziam arcos com suas setas. Vinham todos rijos sobre o batel; e Nicolau Coelho lhes fez sinal que pousassem os arcos. E eles os pousaram.
Ali não pôde deles haver fala, nem entendimento de proveito, por o mar quebrar na costa. Somente deu-lhes um barrete vermelho e uma carapuça de linho que levava na cabeça e um sombreiro preto.
Um deles deu-lhe um sombreiro de penas de ave, compridas, com uma copazinha de penas vermelhas e pardas como de papagaio; e outro deu-lhe um ramal grande de continhas brancas, miúdas, que querem parecer de aljaveira, as quais peças creio que o Capitão manda a Vossa Alteza, e com isto se volveu às naus por ser tarde e não poder haver deles mais fala, por causa do mar.
Na noite seguinte, ventou tanto sueste com chuvaceiros que fez caçar as naus, e especialmente a capitânia. E sexta pela manhã, às oito horas, pouco mais ou menos, por conselho dos pilotos, mandou o Capitão levantar âncoras e fazer vela; e fomos ao longo da costa, com os batéis e esquifes amarrados à popa na direção do norte, para ver se achávamos alguma abrigada e bom pouso, onde nos demorássemos, para tomar água e lenha. Não que nos minguasse, mas por aqui nos acertarmos.
Quando fizemos vela, estariam já na praia assentados perto do rio obra de sessenta ou setenta homens que se haviam juntado ali poucos e poucos. Fomos de longo, e mandou o Capitão aos navios pequenos que seguissem mais chegados à terra e, se achassem pouso seguro para as naus, que amainassem.
(Trecho retirado da Carta de Pero Vaz de Caminha - Portugal. 1500).

domingo, 14 de fevereiro de 2010

A REVISTA ABRIL HOMENAGEIA 70 ANOS DA II GUERRA MUNDIAL.

Para apresentar a nova coleção histórica sobre o 70º aniversário da II Guerra Mundial, a Abril Coleções escolheu a Webcore para desenvolver o hotsite da obra, lançada no dia 03 de setembro com edição limitada.
Como o nome já diz, trata-se de uma obra que marca os 70 anos do início do maior conflito da era moderna. São 30 livros de capa dura, com textos de especialistas e repletos de ilustrações, fotos e infográficos.
Complementam a coleção 30 DVDs de documentários com cenas reais de campo de batalha, do cotidiano de civis e depoimentos de militares e pessoas envolvidas no conflito. Originalmente gravados em película, 65 documentários foram coloridos digitalmente. Outros 30, em preto-e-branco, completam a série. O primeiro volume está nas bancas e livrarias de todo o Brasil desde 3 de setembro – mesmo dia em que os Aliados declararam guerra à Alemanha, em 1939.
Na página principal do hotsite, o visitante se depara com uma cena que representa fatos marcantes da época, e ao movimentar o mouse é possível ter uma visão panorâmica da imagem. Todo conteúdo pode ser acessado na página principal, facilitando o acesso às informações de interesse.
Para que o usuário possa acompanhar as publicações semanais, o hotsite apresenta todos os volumes da série com as datas que serão publicados. Além disso, também está disponível um trailer do dvd e uma amostra do exemplar da semana. O site conta ainda com um mapa de guerra, animação que mostra todos os fatos históricos e marcantes. Outro diferencial é o conteúdo de desafio, que consiste em um quiz para testar os conhecimentos do público que premia o jogador com um desconto de 25% na assinatura da Coleção.
(CLICK AQUI PARA ASSINAR A REVISTA E COMPRAR A COLEÇÃO: http://www.colecaosegundaguerra.com.br/)


Linha do Tempo: Cinco séculos de Carnaval carioca

Criado para aliviar as tensões antes do período cristão da quaresma, o Carnaval surgiu na Idade Média, embora festas de excessos existissem desde a Antiguidade. O nome vem de carnelevarium –?“adeus à carne” em latim. Da Europa para o mundo, em nenhum lugar?a festa foi tão difundida e modificada como no Brasil, onde o povo teve participação ativa. No Rio de Janeiro, isso foi ainda mais intenso.
Século 16 - LUTA NA LAMA
O primeiro Carnaval foi o entrudo, em que se faziam brincadeiras com lama, cinzas, farinha e fezes. Condenado em 1841, durou até o século 20, coexistindo com bailes e blocos. ?
1835 - CAEM AS MÁSCARAS
São realizados os primeiros bailes de máscaras no Rio de Janeiro. Inspirados nas festas parisienses, eles surgiram como desejo da elite por uma diversão sofisticada, em vez das brincadeiras grosseiras do entrudo.
1851 - PRIMEIRA ASSOCIAÇãO
Fundação do Congresso das Sumidades Carnavalescas, primeira sociedade carnavalesca do Rio. Inicialmente criadas para promover bailes, as sociedades passaram a organizar desfiles de mascarados e se tornaram o grande fenômeno do Carnaval no século 19.
1886 - DENTRO DA CORDA
É fundado o Cordão Estrela da Aurora, o primeiro registro dessas associações. Os cordões eram uma alternativa popular e barata às sociedades. Com batuques africanos, eram temidos devido à presença de capoeiristas.
1916 - MALANDRAGEM
Nasce o samba, na casa de Tia Ciata, a baiana mais famosa do início do século 20. Na antiga praça Onze, o local era ponto de encontro de compositores. Donga, freqüentador da casa, grava Pelo Telefone, primeiro registro existente do samba. ?
1928 - ESCOLA DO SAMBA
A Deixa Falar, primeira escola de samba, é fundada. O termo surgiu por causa da proximidade da sede da Deixa Falar com a Escola Normal, onde se formam os professores. O sambista e fundador da Deixa Falar Ismael Silva disse que ali se formariam os grandes professores do samba.
1932 - ESTAÇÃO PRIMEIRA
Primeiro concurso oficial das escolas de samba. A vencedora é a Mangueira, fundada em 1928. Angenor de Oliveira, 19 anos, foi o responsável pelo nome, cores e organização da escola. Seu apelido: Cartola.
1965 - ZONA SUL
É realizado o primeiro desfile da Banda de Ipanema, criada pelo agitador cultural Albino Pinheiro e pela turma do jornal O Pasquim – entre eles os cartunistas Jaguar e Ziraldo. Os desfiles da banda eram um símbolo de irreverência e protesto nos primeiros anos da ditadura militar.
1976 - É O BICHO
Primeira vez em que uma escola de samba considerada menor ganha o concurso. Sob o comando de Joãosinho Trinta, a Beija-Flor encantou o público com alegorias luxuosas e enormes. O enredo Sonhar com Rei Dá Leão foi uma homenagem ao jogo do bicho.
1984 - NA SAPUCAÍ
Inauguração do sambódromo e criação da Liga Independente. É o início da fase profissional da festa. A transmissão dos desfiles passa a ser cobrada.
 (Texto de Thiago Cid - citado na Revista Aventuras da História e no Portal http://historia.abril.com.br/cultura/carnaval-evolucao-nota-10-435880.shtml e as fotos foram do Google imagens).

O mundo está comprando a Amazônia... Aos poucos!



Durante debate em uma universidade, nos Estados Unidos,o ex-governador do DF, ex-ministro da educação e atual senador CRISTÓVAM BUARQUE, foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia. O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um Humanista e não de um brasileiro. Esta foi a resposta do Sr.Cristóvam Buarque: "De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso. "Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade. "Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro.O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço." "Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação. "Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural Amazônico, seja manipulado e instruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Não faz muito, um milionário japonês,decidiu enterrar com ele, um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado. "Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua historia do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro. "Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maiores do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil. "Defendo a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro. "Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa!

POSTADO POR ARTUR RICARDO - HISTORIADOR.

BOTARAM FANTASIA DE PRESO NO ARRUDA.

A FOTO MOSTRA O GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL RECEBENDO PROPINA 
“Parece que uma das características do carnaval é dar aos escravos de qualquer época o direito de criticar e zombar de seus senhores”, avaliou a pesquisadora Eneida, em sua "História do Carnaval Carioca".
Bem dentro desse espírito, o Superior Tribunal de Justiça colocou o (des)governador do Distrito Federal José Roberto Arruda atrás de grades -- apenas simbólicas, já que passou a noite de 5ª para 6ª feira confortavelmente instalado no gabinete da diretoria do Instituto Nacional de Criminalística.
E ninguém duvida de que o Supremo Tribunal Federal acabará soltando Arruda, cujo azar foi seu pedido de habeas corpus ter caído nas mãos do ministro Marco Aurélio Mello, um dos que honram a toga.
Ele adiou a decisão por faltarem alguns elementos para análise liminar da ação... e, provavelmente, para que Arruda recebesse ao menos uma punição moral.
Em último caso, entretanto, o presidente Gilmar Mendes dará um jeito de restabelecer a ordem natural das coisas.
Até nosso bom Lula teria lamentado, segundo um assessor próximo, que os acontecimentos houvessem chegado ao ponto de ser pedida a prisão de um governador.
Cá com meus botões, apostaria que a possibilidade de Arruda ser finalmente expelido do governo é muito maior do que a de passar uma temporada preso.
Fico me lembrando de como os militantes revolucionários dos anos 60 encarávamos tais casos de corrupção: nós os víamos como intrínsecos ao capitalismo, e não meramente circunstanciais.
Ou seja, só teriam fim a partir de uma mudança profunda da organização econômica, política e social do País.
Para quem considera que a propriedade é o roubo (anarquistas) ou que o capitalismo se alicerça sobre a usurpação individual de parte do produto do trabalho coletivo (marxistas), é esta a distorção suprema de nossa sociedade, não a corrupção dos políticos -- os quais devem ser tidos como meros ladrões de galinhas, na comparação com os banqueiros e os grandes empresários.
Os tão alardeados prejuízos que os políticos causam aos pagadores de impostos são irrisórios, insignificantes ao extremo, em relação à rapinagem legalizada que o capital pratica contra a totalidade dos brasileiros.
Mas, claro, interessa ao sistema, por meio de sua indústria cultural, manter a plebe ignara sempre mesmerizada pela árvore e incapaz de perceber a floresta por trás dela.
O combate à corrupção fornece catarse para as massas e, em momentos de crise, enseja mobilizações golpistas. Não por acaso, foi um dos principais motes da quartelada de 1964, apelidada de "redentora" porque se propunha a moralizar os costumes políticos brasileiros.
Daí a amarga crítica feita pelos revolucionários mais consequentes aos agrupamentos de esquerda que, embarcando nos desvarios populistas, ajudaram a minar o governo João Goulart, ao fazerem coro às acusações lançadas pela direita. No fundo, só serviram para colocar azeitona na empada dos golpistas.


O "HOMEM DA VASSOURA" E O "ROUBA-MAS-FAZ"

As desventuras momentâneas do Arruda lembram episódios do populismo pré-1964, como a acusação feita a Adhemar de Barros (o "rouba-mas-faz" anterior a Paulo Maluf), de que em 1949 abusara de seu poder como governador paulista para obter um empréstimo irregular do Banco do Estado de São Paulo, visando à aquisição de dez automóveis Chevrolet.
A denúncia foi exumada em 1956 por Jânio Quadros, que se definia politicamente como o anti-Adhemar.
Jânio tinha como símbolo a vassoura, que serviria para varrer a "roubalheira" do "rato" Adhemar. E, na esperança de liquidar politicamente o rival, arrancou do Tribunal de Justiça de São Paulo sua tardia condenação a dois anos de reclusão, por peculato.
Acabaram sendo apenas dois meses de exílio na Bolívia, para onde fugiu.
Beneficiado por habeas corpus do STF (Gilmar Mendes teve predecessores...), Adhemar de Barros voltou em triunfo, elegeu-se prefeito da capital e, em seguida, governador do Estado, posição a partir da qual apoiou fortemente o esquema golpista de 1964.
Já Jânio Quadros, o caçador de roedores que inspiraria o "caçador de marajás", alcançou a Presidência em 1960, com a maior votação até então obtida por um candidato ao posto máximo da República, vencendo de forma esmagadora o marechal Henrique Lott.
Fez um governo anedótico, entre 31/01/1961 e 25/08/1961, ocupando-se de ninharias como a proibição das rinhas de galo, do lança-perfume nos bailes de carnaval e do televisionamento de concursos de miss nos quais as ditas cujas trajassem biquinis.
Ao renunciar na esperança de que o povo o reconduzisse ao poder com poderes ampliados, abriu, isto sim, as portas para as duas tentativas dos conspiradores militares: a que fracassou em 1961 e a que resultou em 1964.
Invertendo a frase célebre de Hegel, as farsas do populismo criaram condições para a tragédia que se abateu por 21 anos sobre o Brasil.

IMPUNIDADE APÓS A REDEMOCRATIZAÇÃO

É claro que a atual impunidade dos poderosos -- de Pimenta Neves até José Sarney, passando por banqueiros como Dantas e mensaleiros como Palocci -- ofende profundamente o espírito de justiça de que todos nós somos dotados, segundo Platão.
O Brasil consegue ser o pior dos mundos possíveis, com a inclemência capitalista elevada ao máximo e nem sombra da igualdade de todos perante a lei que é erigida em valor importante nos países capitalistas avançados (muito deixa de vir à tona, claro, mas quando figurões são flagrados, dificilmente escapam da punição).
Vai daí que que o opróbrio de um Arruda nos lava a alma, depois de tantos episódios que tiveram desfechos pífios.
Mas, é pouco e por aí não chegaremos a lugar nenhum: o verdadeiro desafio continua sendo o de mudarmos as estruturas.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

CONHECENDO A HISTÓRIA DE ARACOIABA/CEARÁ ATRAVÉS DE FOTOS ANTIGAS.

Praça 16 de agosto e Igreja Matriz de Aracoiaba déc. 1950
Escola do GVT - Centro de Aracoiaba déc. de 1960
Padre Domingos - Interior da Igreja Matriz de Aracoiaba
Praça 16 de agosto - Festa do Município déc. de 1990.
Praça 16 de agosto - Festa do Município déc. de 1990.
Desfile de 07 de setembro passando pela praça 16 de agosto - déc. de 1960/70
Rua Santos Dummond - Centro déc. de 1980/90
Desfile cívico passando pela rua Santos Dummond - Centro déc. de 1980/90
Desfile cívico passando pela rua Santos Dummond - Centro déc. de 1980/90

FOTOS DO ACERVO DO HISTORIADOR - ARTUR RICARDO.






























HISTÓRIA DE PACOTI - CEARÁ

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